quarta-feira, 25 de julho de 2012



Depois fico sozinho e sinto pela primeira vez uma grande vontade de chorar.

Ternura remorso e percepção do pouco que se conseguiu semear e da longa estrada que ainda resta por ser feita!

Germinará realmente a semente
da não-violência?

Será realmente essa a estratégia
do amanhã?

É possível mudar o mundo com o gesto simples dos desarmados?

É realmente possível que, embora as instituições não se movam, o povo possa se organizar por sua conta e pôr espinhos nos flancos de quem administra o poder?

Até quando esta cultura da não-violência permanecerá subalterna?

Essa iniciativa construirá realmente para produzir inversões de marcha?

Porque os meios de comunicação que invadiram a Somália a serviço de cenografias de morte ficaram praticamente quietos a respeito desta incrível
cenografia de paz?

Mas, nesta guerra alucinante, que tem realmente razão e quem está errado?

E qual é a taxa das nossas culpas de exportadores de armas nesta delirante barbárie que se consuma sobre
o povo da Bósnia?

Estou muito cansado para responder nesta noite. Neste momento, me deixo embalar, por uma incontida esperança: as coisas mudarão, se os pobres quiserem.


Dom Tonino Bello

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